Márcia Fischer

A corrida entrou em minha vida em 2013 quando completei 50 anos. Antes ia para a academia fazer musculação, mas não era assídua, também fazia hidroginástica e praticava natação mais para fazer companhia ao meu marido. 

Quando fiz 50 anos comemorei em um sitio no interior de São Paulo, mas especificamente na cidade de Tambaú – SP. Meu irmão e minha cunhada já corriam havia pelo menos dois anos, então resolvi acompanhá-los em um pequeno treino na estrada entre Tambaú e Estrela, mas tenho que admitir, quase morri, pois tinha muitas subidas. 

Foi então que meu irmão e cunhada disseram que eu levava jeito pra coisa. Passei então a fazer treinos sozinha com pequenas distâncias e a participar de competições. 

Meu irmão então disse que para eu evoluir precisava da ajuda de uma assessoria, foi então que em 2015 entrei para a Ztrack Assessoria Esportiva e que permaneço ate hoje. Faço treinos de corrida no Parque da Água Branca as terças e quintas feiras e no sábado longão. Também faço musculação duas vezes por semana. 

Hoje já tenho várias participações em corridas de 5, 10, 15 e 18 Km, 10 milhas, e oito corridas de 21km.

Em 2019 treinei muito para minha primeira maratona, não só para realizar a prova, mas também para me ajudar em questões particulares, meu marido estava com síndrome do pânico, iria colocar um marcapasso em junho, estava com arritmia, falta de ar, muito cansaço, e eu com tudo isso ainda levei uma picada de aranha na perna, o que me tirou dos treinos por dois meses. Tive que intercalar meus treinos com muitas idas ao Pronto Socorro em razão da falta de ar do meu marido e das crises de síndrome do pânico, além de noites mal dormidas e falta de uma alimentação adequada. 

Assim mesmo ainda tinha o sonho de participar da Maratona, me sentia pronta para o desafio, mas o destino não quis que eu participasse da prova de Buenos Aires. Um pouco antes de sair de casa para o aeroporto, meu marido passou mal com falta de ar e crise de síndrome do pânico, cancelado assim meu grande sonho. 

Hoje corro para superar a dor de não ter mais comigo meu incentivador e fiel torcedor, que faleceu em outubro de 2019 por Insuficiência Cardíaca e Choque Cardiogênico, mas também com a meta de fazer a Maratona de Toronto em 18 de outubro de 2020 em homenagem ao meu grande amor. 

+ Envolvimento com a causa

Em outubro de 2019 meu marido aos 57 anos faleceu de Insuficiência Cardíaca e Choque Cardiogênico, tinha muita falta de ar e um cansaço de não conseguir tomar banho sozinho.

Após o falecimento do meu marido comecei a procurar trabalhos voluntários, mas que tivesse alguma conexão com a doença dele e também com a corrida.

Foi então que descobri a ABRAF e o Team PHenomenal Hope e me encantei com o projeto e com a dedicação da Paula Menezes com a causa.Quero muito fazer parte deste time para contribuir com a missão, por sua divulgação e para um futuro melhor aos portadores de HP, pois vivenciei o que é não ter fôlego para coisas muito simples.